Verdade dolorosa ou mentira confortante?





O importante não é o cogumelo parecer saudável, mas não ser venenoso.







Verdade dolorosa ou mentira confortante?


O título traz uma pergunta: o que você prefere, lá no fundo do coração, da alma ou da razão?


Cientificamente, é normal não aceitarmos a realidade quando enfrentamos um dano irreversível, como no caso da morte de uma pessoa querida. Geralmente, ao recebermos a notícia, temos uma reação inicial de negação, seguida de mais quatro fases: raiva, negociação, depressão e aceitação. Segundo a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, essas etapas fazem parte do processo psicológico do luto.


Esse estudo pode e deve ser aplicado também em outras situações, como quando descobrimos que fomos enganados por uma ou mais mentiras. Ao lidar com essa descoberta, também passamos pelas cinco fases mencionadas: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.


A verdade pode ser dolorosa, mas a mentira é cruel: ela despedaça, engana e, muitas vezes, torna a situação irreversível.


Quando uma mentira é descoberta, ela se transforma em um tormento para quem foi enganado e, paradoxalmente, em um alívio para quem mentiu. Afinal, que sensação de liberdade maior existe para o mentiroso do que não precisar mais sustentar uma inverdade e poder, talvez, partir para outra mentira?


Enfrentar a mentira e buscar a verdade é libertador, enquanto viver na mentira é adoecedor.


A verdade continua sendo verdade, mesmo que ninguém acredite nela, e a mentira permanece mentira, mesmo que todos acreditem.



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